A Singularidade Pedagógica do Ensino Híbrido

POR:
Gilles Correia
O ensino híbrido surgiu nos Estados Unidos e na Europa como forma de resolver o problema da evasão escolar de alunos de cursos à distância, gerada pela sensação de abandono que eles sentiam. E foi por isso que a intenção nos diversos modelos nascentes à época era a de oportunizar aos alunos da EAD maior contato com os docentes, proporcionando-lhes maior motivação e acolhimento, a partir do maior volume de interações presenciais (MACDONALD, 2008). Depois disso, o ensino híbrido ganhou o mundo e o status de método de ensino baseado em metodologias ativas, essas pensadas em termos da convergência sistemática entre os ambientes presencial e virtual, de sorte que, hoje, o ensino híbrido tem se mostrado como a melhor estratégia pedagógica para despertar e desenvolver nos alunos o protagonismo e o desenvolvimento de competências (MORAN, 2015, 2017). Contudo, esse novo método de ensino tem sido objeto de diversas controvérsias. A primeira é em razão do fato de o ensino presencial já fazer uso do ambiente virtual, e vice-versa, o que sugere que todo ensino é híbrido, já que em algum momento do processo é possível observar a convergência entre aqueles dois ambientes (MORAN, 2015; MACDONALD, 2008). A segunda razão reside no fato de ainda não existir uma pedagogia consolidada que possa apontar, com clareza, a singularidade do ensino híbrido, em face tanto do ensino presencial quanto do ensino a distância (FURLETTI; COSTA, 2018; CASTRO et al., 2015).